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MVP: Entendendo um Produto Mínimo Viável

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O MVP é a melhor maneira de testar se a sua ideia é realmente viável, antes desperdiçar milhares de reais!

Em 2011, o “Lean Startup” de Eric Ries criou um novo conceito de empresas. A ideia é testar uma ideia o mais rápido possível, levando em consideração elementos essenciais, o que ele nomeou de MVP.

Na área de TI é comum ter uma versão demonstrativa do produto final, porém Eric expandiu este conceito para os negócios, o que ficou conhecido como MVP (Minimum Viable Product) ou Mínimo Produto Viável.

Mas como posso aplicar este conceito em meu negócio?

O que é o MVP?

Quantas vezes você deixou de colocar uma ideia em prática, por achar que a execução seria complexa ou por não ter recursos suficientes?

O MVP é exatamente para isso: viabilizar a execução destas ideias. Afinal, quantos produtos ruins você já viu no mercado, e que hoje são empresas bilionárias?

E o contrário também ocorre, de ideias que pareciam geniais inicialmente, mas que em pouco tempo se mostraram um verdadeiro desastre, causando prejuízos financeiros irreversíveis.

No mundo do design se tornou mais comum o termo prototipação rápida, mas isso só ocorreu nos últimos anos.

É preciso ser executável

Diante da empolgação de colocar o seu MVP na “rua”, você pode querer colocar diversas implementações para impressionar os seus usuários, porém isso pode lhe tomar muito tempo.

Então o primeiro passo é identificar quais são os recursos mais importantes para os usuários, a viabilidade da implementação e como será feito.

É comum os criadores imaginarem funções mirabolantes, difíceis de implementar e que não fazem diferença nenhuma para o usuário final. 

O que o produto faz é mais importante do que como ele faz. Para ter uma ideia, aproximadamente 60% das funções da maioria dos produtos, não são utilizadas. 

Esta característica é desnecessária e constitui um desperdício de recursos de desenvolvimento. Um produto viável cumpre os requisitos do usuário, executando uma função primária.

Em tempos de crise ou no começo de um projeto, é preciso cuidado com a saúde financeira do seu negócio, caso contrário você poderá contrair uma dívida.

A chave para o sucesso é equilibrar “viável” e “mínimo” para garantir que você crie um produto que as pessoas vão usar. Aqui está um exemplo.

Por que o Mínimo Produto Viável é importante?

O MVP permite que você obtenha dados preliminares para confirmar o interesse do público pelo seu produto. Os resultados positivos da fase MVP deram luz verde para o desenvolvimento da versão completa.

Importante salientar que o MVP não é um protótipo, mas sim um resumo do que será entregue, quando o resultado final estiver pronto.

A popularização do Lifetime Deal?

Uma prática muito comum nas plataformas americanas, é oferecer produtos em lançamento, com uma licença vitalícia. O Lifetime Deal é uma licença que você adquire, para utilizar o serviço enquanto ele existir.

Em plataformas como o Appsumo este tipo de prática é comum, e possibilita que os usuários comprem ferramentas promissoras, por um custo muito baixo.

Embora este seja um negócio vantajoso para os usuários, é preciso tomar alguns cuidados antes de adquirir algum produto.

É preciso avaliar o histórico da empresa, mesmo sendo empresas que estão na sua fase inicial, verifique o histórico profissional dos fundadores, se a empresa já participou de rodadas de investimento, oferece um cronograma de atualizações, etc.

Após a empresa fazer esta aquisição de clientes, ela começará a validar diversas hipóteses e analisar os problemas apresentados pelos usuários.

Isso permite que os fundadores encontrem falhas que talvez não seriam aceitas no mercado tradicional, além de novas funcionalidades que foram implementadas após às necessidades destes novos usuários.

Este é um bom exemplo de Produto Mínimo Viável, e que após a sua ferramenta ser lançada para o mercado, os novos clientes irão pagar os custos dos seus usuários vitalícios.

Ensine às pessoas a utilizarem o seu produto

MVP em grandes empresas

Mesmo em grandes empresas, o Produto Mínimo Viável ainda faz parte da rotina diária. A vantagem é que devido ao tamanho da equipe e fluxo de caixa, é possível realizar testes em escala e de forma rápida.

O Uber por exemplo, analisou às regiões onde os carros de luxo realizavam mais corridas, e passou a validar algumas hipóteses.

Com isso nasceu o UberCOPTER que é um serviço de transporte aéreo oferecido em grandes cidades, visando um público mais seleto.

Hoje já vemos outras empresas testando MVPs de tráfego aéreo, onde aeronaves individuais, irão ajudar às pessoas a fugirem do trânsito ou se deslocarem em grandes distâncias, em um curto espaço de tempo.

Neste momento o Uber conseguiu validar se há realmente interesse do público neste tipo de serviço, corrigindo os erros com pequenos grupos de usuários, para depois oferecer o serviço.

O objetivo deste artigo é mostrar a necessidade de testar mais e rápido, ao invés de se preocupar com detalhes, que acabam prejudicando a realização dos seus projetos.

Se você chegou até aqui, é porque em algum momento se identificou com este tema, e eu espero que daqui para frente você pare de adiar os seus projetos, por falta de verba, conhecimento,recursos, etc.

Somente em campo você saberá se o seu MVP realmente é válido, e caso suas hipóteses não estejam corretas, erre rápido para aprender mais, no menor espaço de tempo.

Espero que este conteúdo lhe ajude de alguma forma, e caso tenha alguma dúvida ou sugestão, compartilhe conosco nos comentários. 

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William Mendes

William Mendes

Mercadólogo, atuo na área de marketing há 10 anos. Acredito no poder do marketing de conteúdo e demonstra isso através da escrita.

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