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Neurodesign como a neurociencia e a psicologia tornam o design mais eficaz

Neurodesign: como a neurociência e a psicologia tornam o design mais eficaz

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Neurodesign é muito mais do que a combinação de neurociência e piscologia, é um modo de atingir estrategicamente o público e levá-lo a realizar as ações sem que precisem pensar mais do que o necessário.

Homem e tecnologia evoluíram ao longo dos anos e caminham juntos dia após dia, proporcionando informações e facilidades em todos os aspectos.

Essa evolução trouxe a internet e com ela uma facilidade no acesso a informações, sem falar em outras facilidades como por exemplo a compra de produtos, comunicação e compartilhamento de informações.

Mas com o crescente volume de conteúdo sendo compartilhado e disponível 100% do tempo, atrair a atenção do púbico e dar a ele o que precisa em poucos cliques se tornou um grande desafio e também uma grande necessidade.

E nesse artigo eu trago para você o conceito do Neurodesign, que vai te ajudar a construir designs cada vez melhores e otimizados, tudo isso porque existem princípios que são comuns à maioria das pessoas e que podem ser aplicados facilmente.

O que é neurodesign?

Segundo Darren Bridger, mestre em métodos de pesquisa psicológica, neurodesign é a aplicação de insights de neurociência e de psicologia para a criação de designs mais eficazes.

O neurodesign também complementa outras áreas capazes de auxiliar na compreensão do motivo pelos quais as pessoas reagem de certas maneiras aos designs.

Áreas como: análise de imagem por computador, economia comportamental, psicologia evolucionista, inteligência artificial e estética se relacionam com o neurodesign produzindo muitos benefícios ao longo do processo.

Internet, o maior experimento psicológico de todos os tempos

Todos os dias são publicados na internet milhões de designs (fotos, vídeos, páginas…), tanto em suas versões finais quanto para testes através da reação comportamental mais utilizada da internet: o clique.

Na internet os testes são realizados em tempo real e integral devido o seu ritmo acelerado, o que permite saber as tendências populares e descobrir o que as pessoas pensam, sentem e desejam ao redor do mundo quase que de imediato.

Há alguns anos as imagens eram consumidas em silêncio pelo público, uma vez que eram exibidas em museus, galerias de arte ou mesmo na televisão. Agora isso mudou!

Com a chegada da internet e todos os recursos que ela oferece, as pessoas podem expressar reações em relação aos conteúdos que consomem, principalmente fotos e vídeos publicados nas redes sociais.

Essas reações, em sua maioria, não partem da mente consciente das pessoas, mas da mente inconsciente. São reações quase que automáticas e instantâneas. Um exemplo disso é a famosa curtida nas redes sociais.

Todo somos, de alguma forma, criadores de conteúdo ao mesmo tempo que somos parte desse experimento psicológico global chamado internet.

neurodesign Por que as imagens digitais sao importantes

Por que as imagens digitais são importantes?

A internet nos mostrou ao longo da sua existência o quanto o ser humano é visual e gosta de imagens, prova disso foi o surgimento de redes sociais baseadas em imagens como Instagram e Pinterest.

Mas as imagens não se resumem às redes sociais, elas também são utilizadas em emails, newsletters, artigos, notícias, lojas virtuais e muitas outras aplicações.

Artigos e notícias com imagens de qualidade tendem a ser mais visualizados, assim como postar imagens de qualidade nas redes sociais pode atrair mais curtidas e compartilhamentos.

Voltando a falar das redes sociais – o canal digital que mais utiliza imagens atualmente – elas apresentam taxas absurdas de crescimento, e as imagens são as grandes responsáveis.

Esse crescimento se dá pelo fato do ser humano ser visual, de ter evoluído ao logo do tempo para a observação de imagens e não para a leitura.

Observar imagens é o sentido mais forte do ser humano e também aquele que ocupa mais espaço no cérebro. Nós as decodificamos com agilidade, rapidez e facilidade, o que permite absorver o significado em menor tempo do que através da leitura.

5 descobertas de pesquisas sobre o porquê das imagens digitais serem tão importantes

  1. As pessoas tem 80% mais propensão a ler conteúdo que inclui imagens coloridas;
  2. Infográficos podem atrair 3 vezes mais curtidas e compartilhamentos nas redes sociais do que outros formatos de conteúdo;
  3. Artigos que possuem pelo menos uma imagem para cada 100 palavras chegam a obter o dobro de compartilhamentos nas redes sociais;
  4. No Pinterest, 8 de cada 10 pins são de conteúdos compartilhados, os chamados “re-pins”;
  5. É 3 vezes mais provável que instruções com imagens sejam seguidas em relação à instruções sem imagens;

Internautas são mais intuitivos, impacientes e focados em imagens

Hoje nós temos à disposição mais imagens e possibilidades de escolha do que em qualquer outra época, e pesquisas mostram que as pessoas não leem em profundidade, principalmente na internet, elas escaneiam o texto em busca da informação que lhes agrada.

Levando em consideração esse detalhe, as imagens se tornam cada vez mais importantes para direcionar o usuário para a ação desejada.

Quanto mais informações e escolhas são disponibilizadas para os internautas, maior é a pressão sobre os elementos psicológicos de um negócio, como por exemplo o design do site, dos produtos e da comunicação.

Com a internet tudo se tornou muito dinâmico, o volume de informações cresceu – e continua crescendo – e as pessoas têm cada vez menos tempo para realizar pesquisas profundas e considerar todos os detalhes sobre o que estão lendo.

As imagens permitem que a impaciência seja sanada e que as decisões possam ser tomadas de forma mais ágil e intuitiva.

Através do neurodesign e possível combinar tudo isso e alcançar resultados cada vez melhores, sem contar que ainda é possível realizar testes de forma ágil e com um maior volume de dados.

Os 2 sistemas do cérebro

O cérebro humano possui dois sistemas: o Sistema 1 e o Sistema 2. Essa nomenclatura foi criada pelos psicólogos Keith Stanovich e Richard West, mas o responsável por popularizar os termos foi o ganhador do Prêmio Nobel, Daniel Kahneman, quando publicou seu livro Rápido e Devagar.

Esses dois sistemas se referem mais a processos da mente humana do que a áreas do cérebro, e atuam em interação contínua, influenciando na tomada de decisões do ser humano.

O Sistema 1

Ele é responsável pelos tipos de processos mentais que não exigem esforço deliberado e trabalham de forma inconsciente. Não possui raciocínio lógico e estatístico.

Por exemplo, ele não é capaz de fazer uma busca por todas as informações sobre uma situação de modo a auxiliar na tomada de decisão consciente. Ele trabalha com a identificação de padrões e regras práticas imperfeitas, porém rápidas, o que leva a reações por impulso e intuitivas.

O Sistema 1 é irracional, então ele atua principalmente em imagens e no design, despertando sentimentos intuitivos e até emoções.

As imagens são de grande importância para a mente inconsciente. Antes mesmo de aprendermos a ler ou falar conseguimos compreender e interpretar imagens. E como hoje temos mais imagens e designs presentes no nosso dia a dia do que em qualquer outra época, o Sistema 1 tem uma importância muito grande.

O Sistema 2

Ele é mais lento que o sistema 1, porém mais esforçado. Utiliza uma maior carga de energia mental e esforço para produzir resultados, e por isso as pessoas tentam evitar o seu uso o quanto podem.

O Sistema 2 só entra em atividade quando não há disposição para o uso do Sistema 1 ou identificamos que este é ineficaz na situação em que nos encontramos.

Por exemplo, se precisarmos avaliar o preço de dois produtos comparando seus atributos, vamos utilizar o Sistema 2.

É interessante observar que “quanto maior a complexidade visual e a profusão de informações da vida cotidiana, menos recorremos à mente consciente, racional e lógica, e mais nos socorremos da mente inconsciente, intuitiva e emocional”. (Neuromarketing: como a neurociência aliada ao design pode aumentar o engajamento e a influência sobre os consumidores / Darren Bridger; tradução Afonso Celso da cunha Serra. — 1. ed.; 2. reimp. — São Paulo : Autêntica Business, 2019)

Principios do Neurodesign

Princípios do Neurodesign

Talvez você não saiba mas a nossa mente inconsciente processa o que vemos e molda boa parte de nossas reações em que tenhamos consciência disso, e em se tratando de testes e design, principalmente o neurodesign, isso torna insuficiente perguntar a alguém o que acha de alguma coisa.

Ao perguntar pra alguém o que acha de alguma coisa, será mais provável que imaginem explicações plausíveis para suas escolhas, ao invés de dizer que não sabem. Isso é conhecido na psicologia como o efeito Cegueira de Escolha (choice blindness).

É aí que entra o neurodesign e as medições feitas durante os testes, possibilitando chegar a informações baseadas nas reações humanas reais.

Durante as pesquisas sobre neurodesign algumas questões são comumente abordadas:

  • Como mudar o design de uma página de internet para criar uma primeira impressão melhor nos usuários?
  • Em meio a múltiplos designs de produtos impressos, qual tem a maior probabilidade de provocar a reação emocional desejada?
  • Como otimizar o design de um anúncio impresso de modo a garantir que seus elementos mais importantes chamem a atenção do público e façam com que o produto seja visto?
  • Qual o design de embalagem tem mais probabilidade de ser visto nas prateleiras das lojas?

Para ajudar nesse processo é possível utilizar os princípios do neurodesign, que podem ser aplicados a praticamente tudo o que possui algum componente de design, desde um logotipo até propagandas de TV.

A seguir você encontrará alguns princípios do neurodesign, e os que considero mais importantes estão com mais informações para ajudar você a compreender e até mesmo aplicar no seu processo de design.

Fluência de processamento

Como o cérebro humano tem mais facilidade na interpretação de imagens, quanto mais simples e compreensíveis elas forem melhor. Por isso o design minimalista é muito eficiente, pois ele explora as maneiras como o cérebro faz a decodificação das imagens e como reage a elas.

Por exemplo, ao navegarem em sites onde veem anúncios, conteúdos e o design como um todo, as pessoas não estão dispostas a exercitar a mente consciente (Sistema 2), elas querem tomar uma decisão rápida ou encontrar rapidamente a informação que procuram.

Quando estão online as pessoas tendem a ser mais impacientes, logo um design que direcione de forma rápida, fácil e espontânea para aquilo que estão procurando é mais eficiente do que um design que as forçará a utilizar o Sistema 2, ou seja, a racionalidade.

Primeiras impressões

É natural do cérebro humano fazer julgamentos rápidos e intuitivos sempre que vemos algo pela primeira vez. Isso resulta em um sentimento capaz de influenciar na reação ao design.

Você se lembra o velho ditado “a primeira impressão é a que fica”?

Pois é, esse é um fato surpreendente, pois a primeira impressão pode acontecer antes mesmo de termos tido tempo suficiente de compreender, de forma consciente, o que estamos vendo.

A primeira impressão que temos de um design é responsável por direcionar nossa opinião sobre ele. Por mais que nossas reações se tornem mais complexas com o passar do tempo, elas não vão muito além do que foi elaborado na primeira impressão.

Veja a seguir como a primeira impressão influencia na percepção de um design:

  1. A primeira impressão é formada em 50 milissegundos
  2. Quem está observando tem um instinto sobre o que está vendo
  3. Esse instinto direciona a avaliação mais consciente do design

Outros princípios do neurodesign são:

  • Destaque visual: um mapa visual de tudo o que cérebro acredita merecer nossa atenção;
  • Indutores emocionais não conscientes: aplicação de pequenos detalhes no design que são capazes de exercer impacto relevante sobre a capacidade de envolver emocionalmente os observadores;
  • Economia comportamental: um novo campo de estudo que aplica a psicologia às escolhas econômicas, com isso usar o design para romper as barreiras (risco, incerteza e dificuldade) que impedem as pessoas de comprar algo tem se tornado fundamental;

O design não é uma ciência em que todos os elementos podem ser calculados e todos os efeitos são inteiramente previsíveis. – Darren Bridger

Sabemos que as pessoas possuem gostos e preferências diferentes, mas existem padrões de design que são eficazes para todo tipo de gosto, e isso torna o processo de design mais ágil e produtivo, já que não precisamos pensar em padrões específicos para cada público-alvo ou persona do cliente para o qual estamos trabalhando.

Esses padrões, ou princípios comuns do design, correspondem às características do cérebro da maior parte das pessoas e isso possibilita a criação de design gerador de resultados.

Sempre que for criar algo, seja um artigo, uma logo, um site, um banner, considere os pontos que foram abordados nesse artigo, pois acredito fortemente que eles poderão ajudar você e seu cliente a alcançarem resultados melhores.

Até o próximo artigo!

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Jonathan Lamim

Jonathan Lamim

Designer de conteúdo especialista no desenvolvimento de sites, blogs, landing pages e lojas virtuais. Escritor e criador do blog Resenhas de Livros, onde compartilha seu ponto de vista sobre cada leitura realizada.

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