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Seleção às Cegas – Já pensou em contratar somente pelas habilidades do candidato?

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Imagino que você já tenha participado de entrevistas ou processos seletivos para conseguir uma vaga. A partir do momento que você envia seu currículo, todo seu histórico de vida profissional e pessoal começa a ser investigado. Você já imaginou participar de uma seleção às cegas?

Quando o envio de currículo não é por e-mail, você tem que colocar todas as informações dentro de uma plataforma e enviar para a empresa. Isso faz com que o processo se torne mais democrático e com um pouco mais de certeza que o sistema receberá e deixará no banco de dados para o contratante olhar. Isso já é um dos passos para se chegar a uma seleção às cegas. 

Não é apenas pelo fato do currículo ser enviado de forma digital que anula o fato do candidato ser eliminado por conta do seu gênero, idade ou aparência, que tem relação se a pessoa tem ou não tatuagem, e até mesmo alguma deficiência, que não o impede de trabalhar. Infelizmente isso ainda existe, uma triste realidade. 

Vou compartilhar um experiência muito legal que tive no semestre passado e super a ver com esse assunto.  Durante a disciplina de “Comportamento do Consumidor na Era Digital”, em minha pós-graduação, tive a oportunidade de pensar melhor sobre a questão de não envolver o gênero na contratação de um colaborador.

Nessa disciplina cada grupo ficou responsável por estudar uma tendência do ano de 2019, eu e mais uma colega ficamos com “Sem Gênero”. 

O que é Tendência “Sem Gênero”? 

Consiste em mostrar que o gênero em si está se tornando uma ideia datada, que cada vez mais os rótulos acerca dessa questão estão sendo diluídas para algo mais neutro e libertador. Essa tendência considera o ser humano como um indivíduo particular com escolhas e decisões próprias, onde todos possuem direitos e deveres e devem se sentir incluídos e representados na sociedade como pessoas.

Atualmente existem muitos produtos no mercado, como maquiagem, roupa, perfume, lingerie, brinquedo, sem gênero. E por quê não investir em uma ferramenta voltada para o lado profissional?

Como tarefa proposta pela matéria da pós-graduação, além de explicar o que seria essa tendência, tínhamos também um desafio. Era necessário criar um produto ou serviço, descrever o possível consumidor e descrever a forma de divulgação. 

Hora de cumprir o desafio! 

Pensar em um produto era quase impossível porque tudo que a gente tentava e procurava na internet para ver se existia, já tinha. O jeito foi colocar a cabeça para pensar em volta de um serviço. Eu e minha colega fomos em busca de referências na internet e começamos a ler o serviço que algumas empresas estão adotando para contratação.

Share Experience

Em vista que a desigualdade entre os sexos ainda se faz presente no processo de seleção de muitas empresas, assim como as características físicas que também são causas de rejeição de um candidato, propomos uma plataforma chamada “Share Experience”.

O objetivo é oferecer ao recrutador a possibilidade de incorporar novos colaboradores através de uma seleção às cegas, ou seja, sem saber o gênero (foco principal), idade e foto do participante. O recrutado não pode inserir essas informações, com o intuito de passar real transparência e acreditação durante o processo.     

A plataforma quer direcionar o recrutador a selecionar o seu novo colaborador pelo seu currículo profissional, habilidades, testes psicológicos sem saber até a última fase, na hora da contratação,  o nome, o gênero e o sexo do profissional.

Formas de divulgação da plataforma de seleção às cegas

A ideia inicial é a plataforma de seleção às cegas fosse focado no Espírito Santo, como lançamento inicial e fase de testes para posteriormente ir para outros estados. 

Uma das formas de divulgação consiste em enviar aos formadores de opinião e influenciadores digitais da área de recursos humanos, gestão de pessoas e líderes de empresa um press kit com apresentação do serviço, passe livre no uso da plataforma e um convite para o evento para o evento de lançamento.

Além disso, trabalhar com assessoria de imprensa,  jornais e revistas empresariais, e-mail marketing, mídia out of home e participação em feiras e exposições do setor.

As comunicações online estarão focadas no Linkedin, com divulgação do conteúdo ali publicado dentro do Instagram, fazendo um link entre elas. E trabalhar com blog dentro do site da plataforma focado em geração de conteúdo.

Será trabalhada com uma comunicação mais informativa e educativa, ou seja, informar as peças dos processos, de como se cadastrar e como recrutar, explanar a filosofia do produto. E também educar os recrutadores sobre a não necessidade de foto e gênero na hora de uma seleção às cegas, focando verdadeiramente em suas habilidades, experiências e testes. 

O que você achou da ideia? Se candidataria ou contrataria por meio da plataforma? 

Compartilhe a sua opinião e vamos conversar! 

Até a próxima 😉 

seleção às cegas - obrigada

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Brunella Rizo

Brunella Rizo

Capixaba, publicitária e pós-graduanda em Comunicação e Marketing Digital. Tenho experiência na área de atendimento, planejamento, execução de eventos e gerenciamento de mídias sociais. Atualmente, sou coordenadora da equipe de atendimento publicitário na agência Resultate.

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