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Transformação digital: que negócio é esse?

Por 11 de dezembro de 2018Marketing
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Ela veio para romper o jeito que a gente sempre fazia. Para desconstruir a forma de empreender, fazer negócios e repensar as empresas. De proporcionar novas experiências para os consumidores. Veio como uma avalanche, trazendo muitas possibilidades. Veio para facilitar a vida das pessoas e para tirar muita gente do lugar comum. Se você ainda duvida que a transformação digital é algo que ainda está por vir ou demora a impactar a vida de todos nós, é melhor rever logo o seu ponto estático de vista. E começar a olhar para dentro e para todos os lados, de onde estão efervescendo inúmeras oportunidades.

Extinção de negócios e profissionais. Parece duro dizer, mas é a realidade que bate à porta, apesar das nossas resistências e teimosias ao repetir “daqui a pouco eu penso nisso”. As mudanças realmente acontecem, embora a gente sempre imagine que demore mais que prevemos, principalmente quando falamos de inovação tecnológica e aqui, especificamente, de transformação digital.

E cá pra nós: quantas empresas deixaram de existir nos últimos tempos e quantas outras estão sendo repensadas, embora estivessem sustentadas nas mais sólidas bases como as instituições bancárias, por exemplo?

Muitas coisas mudaram na velocidade da luz! Você sabe, caro leitor, quanto tempo demorou para o telefone analógico chegar ao marco de 50 milhões de usuários? Cinquenta anos! O Facebook foram três. O Pokémon GO, 19 dias.

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Pois é, parece que a comunicação digital veio não apenas para mudar as relações humanas, mas para transformar quase tudo a nossa volta.

Experiências fresquinhas

Hoje mesmo eu acordei cedo e fui à feira sem sair de casa. Comprei alho poró, milho verde, folhas de erva cidreira e até descobri uma alface que nunca vi na vida: alface Brunella! E sabe de onde virão os produtos? Direto da roça, dos agricultores que plantam orgânicos no solo capixaba.

Quando é que um dia pensamos em receber em casa uma cesta de frutas e hortaliças fresquinhas e sem agrotóxicos? Essa é a proposta da startup Raiz Capixaba que começou a pensar o projeto no início do ano e vai encerrar 2018 com vendas, conexões e impacto para o homem do campo e para a saúde de muita gente! Não é incrível? É transformação digital!

Essa e outras iniciativas estão participando do Challenge Vitória, um evento que reúne organizadores e mentores voluntários a projetos de empreendedores que estão chegando com ideias e ações cheias de propósito.

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Essas empresas são uma nova categoria de negócios, que está reinventando o jeito de contribuir social e ambientalmente com o mundo e ao mesmo tempo ganhar dinheiro! Nem visam somente o lucro a todo custo nem vivem de doações. Estamos mesmo num outro tempo e espaço para agir e se conectar! O/

Nada se perde, tudo se transforma

Essa máxima nunca fez tanto sentido para nós, profissionais de marketing, comunicação e também para os empreendedores. Quantas mudanças e a eterna sensação de que dormimos enquanto o digital chegou como um monstro do pântano invadindo a nossa paz off line como um tsunami.

Surgiram novas formas de atuar para inúmeras demandas inéditas no mercado. Estamos nos reinventando pela transformação digital! E tudo interligado assim: em rede. Estamos trocando o pneu com o carro andando a mais de 1000 km por hora. E todo dia tem novidade.

Não é ficção. Só parece. Não é sonho nem projeção fantasiosa. O presente alcançou o futuro. É o tempo que  grita implacável. A urgência do agora nunca fez tanto sentido para as pessoas e para as empresas.

De acordo com a Sirius Decisions, 67% da jornada do comprador agora é feita digitalmente. Isso significa que a estratégia digital nunca foi tão importante de ser planejada e executada.

Para os negócios serem transformados digitalmente, novos canais devem gerar valor real para os clientes. E sempre vou defender que por trás de cliques, curtidas, emoticons, touch screen e muita tecnologia, tem gente. E deve ser para as pessoas o nosso olhar, sempre!

Essa foi a principal proposta do PlugueSe, evento do SebraeES que aconteceu recentemente em Vitória e trouxe à tona essa pauta com vários experts no assunto e cases de sucesso para reiterar esse novo momento que o mercado vive pela transformação digital.

Integrar o digital no core da empresa deixou de ser uma opção, mas uma questão de sobrevivência.

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Edson Mackeenzy durante a palestra no PlugueSe, no dia 26 de novembro no SebraeEs

Mas por onde começo?

Do começo. Do árduo movimento de dar o primeiro passo.

Reunindo as habilidades individuais do time interno para pensar junto e convidando profissionais que possam contribuir com essa jornada. Fazer brainstorming, rascunhar ideias, elaborar estratégias, dimensionar custos e pensar como medir tudo. Enfim, tirar a bunda da cadeira e colocar a cabeça nas alturas.

Nessa hora não tem certo nem errado. A saga é desafiadora, mas igualmente de muito aprendizado, trocas e crescimento.

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E quem sabe você até se reinventa ainda mais pensando em open innovation? Oi? Isso mesmo! Inovação aberta!

Convide clientes, parceiros e profissionais externos com expertises específicas para você fazer um projeto rico, que ajude a pensar e resolver, de forma colaborativa, o que é prioridade para a sua empresa sair do lugar enquanto é tempo.

E não estou falando somente de transformar o seu ponto comercial em uma loja virtual. Essa é uma das possibilidades, se este for o aspecto mais urgente que o seu planejamento estratégico indicar.

O papo é reto: as empresas precisam rever suas ‘burrocracias’, lentidão, softwares que nunca conversam com o comercial, abolir o ‘cadernim’ de entradas e saídas (sim, isso existe muito ainda) ou a total falta de controle das informações, usar o banco de dados a favor das melhorias dos processos estáticos que só fazem você perder dinheiro e tempo.

E o pior: trazem muita insatisfação e críticas dos seus clientes.

É importante lembrar sempre: o foco não é fazer app, site, loja virtual ou publicar um produto novo no Instagram todo dia e está resolvido. Tudo tem que fazer sentido com o propósito do seu negócio e com as urgências de cada momento da empresa.

O foco está na experiência que uma marca, por meio de seus produtos e serviços proporcionam para as pessoas, com atenção especial ao que elas trazem de informação a todo momento. E dessa forma interativa somente a transformação digital possibilita e proporciona. Os seus clientes são o seu laboratório mais valioso! Aproveite!

Isso é transformação digital

Dar luz às urgências que o mercado está gritando na nossa cara!

É uma mudança radical na forma como as empresas pensam e fazem funcionar os negócios. É importante começar a agir observando como as tecnologias digitais podem (e vão) impactar a sua forma de atuar.

É preciso estar aberto ao novo, consciente das disrupções necessárias – palavra nova no dicionário de muita gente, mas que precisa entrar em cena em nossos discursos e atitudes todos os dias daqui pra frente.

Disrupção é algo que provoca ou pode causar disrupção; que acaba por interromper o seguimento normal de um processo. Que tem capacidade para romper ou alterar; que rompe. Fonte: Dicio.

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O caminho não tem volta. É um movimento revolucionário em todos os campos. E não se resume a produzir plataformas e softwares. É mudar o mindset, ou seja a forma de perceber tudo o que nos cerca de um jeito diferente, ciente da importância das conexões, do conhecimento e da experimentação que o digital proporciona.

Vamos juntos? Assim fica muito mais fácil mudar. E com conexão que faz sentido facilita muito!

E boa sorte nessa saga maluca, que é transformar! #tmj

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Jornalista, mineira, atua na área de gestão de marketing, comunicação e projetos há quinze anos, com experiências nas áreas pública, privada e terceiro setor. É cofundadora da Azys Inovação, que orienta empreendedores e as empresas a viverem o empreendedorismo inovador na prática. Cria e produz eventos culturais na área de música erudita, teatro e publicações por pura paixão à arte.


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