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Brainstorming – Vale a Pena Fazer Um?

Por 2 de agosto de 2018Freela e Startups
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Brainstorming é muito mais que juntar todo mundo numa sala e pedir que cada um escreva uma ideia sobre algo, essa é a ponta do iceberg e se for observada de forma isolada esta ação pode ser até frustrante. E você pode fazer brainstorming sem outras pessoas também, sabia?

O QUE É UM BRAINSTORMING?

A tradução pode ser algo como “tempestade de ideias”, “tempestade cerebral”. Brainstorming é um processo criado para registrarmos externamente as ideias sobre algo que já sabemos que “deve ou vai acontecer” e o “por quê” de acontecer e o brainstorming então vai ajudar a gente a descobrir “como” fazer.

A partir do momento em que tiramos as ideias de nossa cabeça e começamos a registrá-las externamente de forma estruturada e com alguns critérios, que você vai ver neste post, começamos então a fazer um brainstorming.

Veja estes dois cenários hipotéticos:

Exemplo 1: Você tem agendada uma reunião com um cliente porque precisam fazer o kickoff de um projeto. É bem provável que você já esteja pensando nessa reunião desde quando fechou o contrato: briefing, equipe envolvida, prazos, tempo pra compartilhar com outros projetos, agenda de futuras reuniões, entregas do projeto (formatos e meios)…

Exemplo 2: Sua casa precisa de reforma e você decidiu que vai fazer uma. Certamente você já está refletindo sobre a necessidade de uma arquiteta, orçamento, quebra-quebra, cor do porcelanato da copa, falar com o sogro pra passar um tempo na casa dele…

Nós estamos o tempo todo registrando na mente as nossas ideias, a gente fica pensando o tempo todo.

Naturalmente fazemos um registro de coisas em nossa mente que ainda não são realidade, sobre coisas que ainda vão acontecer e essas ideias que vêm nos visitar podem ser boas ou ruins, elas são aleatórias e não organizadas.

Em algumas vezes este processo natural de registro mental interno pode ser o bastante pra fazer as coisas funcionarem. Afinal de contas você não precisa de muito planejamento pra ir abastecer o carro, mas no caminho do posto de combustível você já pensa que vai calibrar os pneus, encher o reservatório de água, pagar com cartão crédito, passar no supermercado pra comprar ovos na volta… isso tudo acontece de forma natural e para este evento (abastecer o carro) esse registro mental basta, é o suficiente.

Em outras ocasiões o registro mental interno não basta e registrar as ideias externamente pode dar um desempenho muito melhor para estas ocasiões. Volte nos exemplos 1 e 2 que citei logo acima e você deve concordar que o registro mental das ideias sobre estes dois projetos pode não ser suficiente para conclui-los com sucesso.

E é aí que entra o brainstorming! Com ele você vai registrar suas ideias externamente e assim mudar pra melhor a forma como você lida com as coisas em seu dia a dia. Touché!

Neste post não vou mostrar como eu uso aplicativos pra fazer meus brainstormings, mais pra frente farei reviews deles e colocarei aqui no blog.

 

COMO REGISTRAR AS SUAS IDEIAS EXTERNAMENTE?

Limite o Contexto em Que Suas Ideias Aparecerão

Sempre parta de um ponto principal, um problema específico, uma questão detalhada: “Festa de 01 ano do João”; “Definir layout do site do cliente x”; “Fazer reforma do escritório”.

Antes de registrar as ideias é necessário delimitar o ambiente em que elas surgirão, o contexto para o qual buscamos ideias. Uma coisa é registrarmos ideias sobre a “reunião de kickoff com o cliente” e outra coisa totalmente diferente é trabalharmos nossas ideias sobre a “reunião com o cliente”.

Ao limitarmos o nosso contexto a gente fica mais focado nele, é como se falássemos para nossa mente: “Vai, me dá ideias sobre este ponto específico que preciso resolver agora”. Daí a importância de usarmos o brainstorming para algo que já sabemos que vai acontecer e o motivo de ele existir.

Qualquer Ideia Deve ser Registrada

Capte e registre, anote qualquer ideia que vier à sua mente, depois você vai descobrir onde ela se encaixa e o seu destino. Qualquer ideia mesmo! Agarre-a assim que ela pipocar em sua cabeça pra você não precisar ter essa ideia novamente. Garanta que qualquer ideia relacionada ao contexto que você delimitou seja registrada.

Técnicas e Ferramentas

Ao longo do tempo surgiram várias técnicas pra gente fazer brainstorming, por exemplo: padronização, formação de rede, diagramas, mapa mental (minha preferida e a mais popular). Aqui no blog há outro post que te ensina a fazer o mapa mental, clique aqui. Com o tempo e o exercício da técnica você vai descobrir qual é a que você mais gosta.

Você pode fazer brainstorming num papel de pão, num guardanapo do restaurante, não se preocupe ainda com um aplicativo ou técnica. Você perceberá que entendendo o que é um brainstorming e suas atividades básicas vai ficar mais fácil usar e identificar qual o aplicativo ou técnica que melhor te atende.

Mapa mental - design com café

Mapa mental simples sobre conteúdo, publicação e hospedagem de um portifólio

Conhecimento Ordenado

Quando a gente registra uma ideia ela puxa outra ideia, que puxa outra, que puxa outra.. quando a gente escreve nossas ideias originais isso gera muitas outras ideias que não apareceriam no nosso registro mental de ideias. É como se nossa mente visse as ideias fora dela e encarasse isso como um “sistema confiável” para geração de novas ideias. Entre os psicólogos fala-se sobre “Cognição Distribuída” a respeito deste sistema confiável.

Poucas pessoas conseguem ficar focadas em um determinado tópico por mais que alguns minutos, portanto o brainstorming é uma estrutura objetiva e um estímulo que ajuda a manter o foco. As ideias registradas funcionam como uma âncora, a gente fica ali pensando no tópico e se deliciando com as novas ideias que vão surgindo automaticamente.

Análise e Organização Como Suporte

Quando a gente delimita um ambiente, um contexto para registrarmos nossas ideias o brainstorming fica focado na solução daquele problema delimitado. Porém é natural que venham à nossa mente ideias que não tem nada a ver com este tópico delimitado, daí entra a necessidade de nossa organização e análise e também de nossa percepção de não deixarmos estes dois itens (organização e análise) terem comando no processo.

Sem julgamento

O processo de expressão de ideias tem que ser livre, sem preocupação com críticas exteriores ao processo. Sem a pressão de termos que agradar alguém com as nossas ideias.

O foco tem que ser no tópico, mas ele não deve sufocar o processo criativo. As ideias que fluirem precisam ser consideradas, têm que ser consideradas. Elas precisam ser registradas e não criticadas e quando o trabalho de brainstorming é realizado em grupo o líder precisa orientar ao invés de censurar o processo.

Quantidade é melhor que qualidade

A gente não sabe se uma ideia é boa até termos essa ideia e o processo tem que ser de expansão: uma ideia puxando uma nova ideia e por aí vai. Pois, quanto maior as opções para trabalhar, melhor será o contexto criado para fazermos nossas escolhas e enquanto for registrando as ideias você vai notar uma organização natural surgindo, com relações e estrutura: complementos e sub complementos, sequências, eventos.

O importante é começar, praticar, tirar as ideias da mente e registrá-las externamente. Com este exercício você vai perceber na prática que nossa mente fica muito mais leve depois que tiramos dela o turbilhão de pensamentos que nos perturbam e nos cegam quando precisamos resolver algo.

O brainstorming pode e deve ser utilizado para aqueles eventos mais complexos, que envolvam muitas tarefas, que necessitem de uma maior organização para serem concluídos. Você verá que surgirão ações que deverão ser executadas e sobre as quais ainda nem tinha pensado. Há magia no brainstorming 🙂 teste e comprove, depois me fala aí nos comentários.

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Administrador apaixonado por áreas que envolvam criação: fotografia, design gráfico, web design... Co-fundador do site www.petmood.com.br. Empreendedorismo, produtividade e gestão de processos são assuntos que adora discutir. Pai babão, esposo apaixonado e fotógrafo de mentirinha.


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