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Como a comunicação me ajuda a não perder oportunidades?

Por 8 de novembro de 2018Marketing
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O ponto em comum de muitas situações com que nos deparamos do dia a dia e que nos faz perder inúmeras oportunidades se chama comunicação. Vamos traçar um percurso nesse artigo, pra gente se preparar para as próximas chances que estão por vir, porque ‘chorar as pitangas’ não vai resolver a nossa vida nem fazer a gente voltar no tempo.

Alguém, por acaso, já perdeu aquela oportunidade tão sonhada de trabalho que fez seu coração pulsar por não ter sido capaz de expressar o seu potencial? Alguém por aqui tem uma ideia genial, mas não sabe explicar direito nem para a sua mãe? Por acaso, você estava em estado de encantamento por um crush, mas na hora de abrir a boca vacilou inteiro? Ou você tem um negócio novo e precisa aprender a vender seu peixe num estalar de dedos para um investidor que está disposto a comprar a sua solução? Com certeza você se identificou com um desses casos.

  Comunicação! Se alguém por aqui souber como viver sem ela, por favor, se manifeste! Você será objeto de estudo disputado por toda a comunidade científica planetária. Desde que o mundo é mundo, criamos meios de nos comunicar. Não é por acaso que chegamos ao século XXI aprendendo como nunca.

E como tudo aconteceu?

O processo evolutivo das espécies teve a comunicação como ponto central para aprendermos a conviver e sobreviver. A comunicação continua sendo uma grande habilidade, que precisamos desenvolver sempre – é necessidade primordial e cíclica que se renova a cada desafio, desde quando chegamos ao mundo dando o primeiro berreiro.

A palavra comunicação vem do latim communicare e significa partilhar, tornar comum. Através da fala, da escrita, dos gestos e do comportamento emitimos sinais passíveis de interpretação. É comum ouvirmos que a comunicação é efetiva quando o seu interlocutor compreende a sua mensagem – ou seja, é preciso se fazer entender para ela acontecer de verdade.

Para todo processo de comunicação, nós temos alguns elementos-chave que dão sentido a este universo. Quem é da área de comunicação já viu esse desenho clássico:

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A linguagem é humana e divina – “o verbo se fez carne”. Desde os primórdios do planeta os rabiscos nas cavernas manifestaram intenções. Até hoje as descobertas arqueológicas surpreendem e nos fazem lembrar o quão sagrado é o ato de comunicar e se fazer entender.

Quem assistiu ao filme “Uma Odisséia no Espaço” lembra-se de cenas onde os primatas já se comunicavam com o intuito de inovar, criando instrumentos em seus grupos com alguma noção de tecnologia justamente para serem capazes de transcender no tempo.

Comunicação é poder. Pela linguagem estabelecemos uma rede de significados, que ajudam a fazer sentido ao que pensamos e fazemos.

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Nos dias de hoje estamos juntos em rede pelos meios de comunicação digital e fomos capazes de mudar completamente a forma de ser e estar no mundo. Inauguramos uma dinâmica social onde todos podem ser emissores. Passamos a ser ativos e utilizar diversos canais para nos manifestar, conquistando seguidores que podem se conectar ao nosso jeito de falar,  estilo de vida e às ideias que defendemos.

Lembrando que, antes, os meios de comunicação tradicionais eram exclusivos na arte de emitir mensagens e informações. A oportunidade de nos comunicar em rede potencializou diversas novas formas de interação.

Não é por acaso que até as nossas perspectivas profissionais estão em transformação. E todo o mundo – empresas e pessoas – está rebolando para se adequar a essa tal “transformação digital”, que o digam os influenciadores digitais.

Outro dia perguntei ao meu sobrinho de 9 anos, o que ele quer ser quando crescer, e logo me respondeu: “Youtuber”. Ele tem na ponta da língua os diversos canais das ‘personalidades’ que ele se inspira e segue.

Experiências de comunicação desafiadoras na prática

Nas edições do ‘Startup Weekend’ que participei como mentora, tive a oportunidade de orientar empreendedores que precisaram aprender a dar um show de comunicação em um fim de semana.

O evento é uma forma de incentivar os participantes a criar ideias de negócio, ganhar adeptos por votação, organizar um time, fazer entrevistas com possíveis clientes, montar um power point bacana e contextualizado para fazer o “pitch”, que é um modelo de apresentação super enxuto.

Nessa hora, todo o trabalho da equipe se resume em até 5 minutos, quando a ideia de negócio é apresentada para uma banca avaliadora.

Confesso que já vi ideias incríveis morrerem no palco. A pessoa tem muita experiência na área comercial, tem presença, desenvoltura e se destacou no time. O projeto estava redondo e a apresentação linda de viver, mas na hora de falar, pronto: o participante vacilou e a chance de ganhar foi lá para o final da fila.

Mas também vi projetos frágeis, com ideias simples e nem tão inovadoras, mas o responsável pela apresentação levantou a moral do projeto no momento em que assumiu a palavra, conquistando os ouvintes – e digo mais: conseguiu ser bem avaliado pela banca e ainda subiu ao pódio!

O Startup Weekend e outros eventos com modelos semelhantes que têm surgido com frequência, contribuem muito para a gente se colocar diante das nossas próprias limitações.

É a chance de dar um salto (mesmo miúdo) e de acreditar que é possível, mas para isso é preciso assumir os riscos de se posicionar sem medo da avaliação alheia. A chance está diante de você naquele instante. Depois já era!

Clica para se informar sobre as iniciativas do SW: https://startupweekend.org/. Sempre está acontecendo uma edição simultânea em várias cidades do mundo.

Challange Vitória e os 17 Objetivos da Onu

Agora em novembro vai acontecer uma edição do evento “Challenge” na capital capixaba, para incentivar a economia criativa na prática, utilizando os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU como referência. A ideia é despertar iniciativas de inovação com impacto social e ambiental. Vou participar como mentora voluntária e fiquei feliz pelo convite. ☺

Quem quiser saber mais, acompanhe as informações pelo insta: @challenge_grandevitoria.

CorageNatura para quem tem coragem

No mês de outubro participei do primeiro processo seletivo inovador, lançado pela indústria de cosméticos Natura. O Programa chamado CorageNatura, selecionou histórias inspiradoras e perfis empreendedores para compor um time de 20 pessoas que vai trabalhar em projetos de inovação na empresa em São Paulo e em Belém.

Se quiser saber mais acesse. É bem legal: http://www.coragenatura.com.br/

Dos quase 23 mil candidatos inscritos, fui pré-selecionada e fiquei entre os 125 finalistas. Fui a São Paulo participar da etapa presencial, depois de uma série de testes, textos e feedbacks realizados online. O momento presencial foi fundamental para as avaliações de perfis empreendedores que a empresa procurava.

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Eu com o Luis Gustavo Lima da Ace Aceleradora, parceira da Natura no Programa CorageN

A comunicação foi um quesito fundamental para as escolhas do time. As pessoas que foram capazes de se apresentar com mais eficiência demonstraram ser mais ativas, propositivas e dinâmicas naquele momento foram as selecionadas pelos avaliadores. O sentimento é que eu bati na trave bem na hora de cobrar o pênalti numa final de Copa do Mundo!

É claro que toda experiência faz sentido e é válida, sobretudo porque ela aponta para o que precisamos melhorar e perseverar. Como diz a banda Patu Fu na música Perdendo os Dentes: “as ‘brigas’ que perdi, essas sim, eu nunca esqueci”.

E nesse processo de seleção da Natura, as experiências profissionais, os diplomas, os cursos, os cargos ocupados, os projetos desenvolvidos ao longo da vida não foram considerados, justamente porque o momento presencial precisava ser revelador e desconectado de informações prévias.

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As empresas estão mudando o jeito de avaliar

Percebo que as empresas estão com uma forte tendência para modificar suas formas de escolher as pessoas para trabalhar. Os selecionados precisam se conectar fortemente com os propósitos e missão da organização – e isso também é comunicação. É a mais pura reafirmação e percepção de uma identidade forte, definida e bem alinhada.

E as pessoas, por sua vez, querem se dedicar às empresas que têm tudo a ver com elas. E não é por ser grandes marcas somente, mas porque faz sentido você estar lá todos os dias contribuindo com o que acredita e quer ajudar a construir.

Tome nota e comece a comunicar certo em cinco passos

Por ser da área de comunicação, fico atenta às mais diversas possibilidades e me sinto no dever de compartilhar algumas percepções que aprendi pelo caminho:

1 – Dedique tempo para se conhecer. Esteja em sintonia com as suas forças, fraquezas e propósitos. Você precisa vencer a si mesmo. E quanto mais tiver habilidades para se enfrentar mais você domina o que te tira do eixo nos momentos de tensão.

2 – Faça mapas mentais, desenhos, croquis e anotações que contribuam para você se observar sob outras perspectivas. Atravesse a rua da existência e se olhe do lado de lá sem achismos ou apegos. Esteja disposto a se despir para se compreender. O fim do ano é bem propício para essas avaliações. Guarde os históricos para você perceber as evoluções no tempo.

3 – A vida não se resume em nossas conquistas e metas estabelecidas. O que nos tornamos no percurso é o nosso melhor jeito de estar no mundo experimentando-nos multipotecialmente. Nós podemos sim ser as nossas escolhas conscientes! Mas é preciso agir certo e na hora exata.

4 – Treine, treine e treine a sua forma de se comunicar. Planeje as suas apresentações com estratégia, faça esboços, peça a um amigo para te ouvir, grave a sua apresentação, fale para o espelho, marque o tempo de fala. Não deixe o acaso te revelar menos do que é. Tudo é técnica que te ajuda a se organizar e estar seguro de si. Isso é muito importante!

5 – Tenha em mente os seus objetivos de fala com bastante foco e responda as perguntas-chave da comunicação (o que, quem, onde, como e por que) identificando com antecedência o perfil do seu público ouvinte para criar empatia. É importante fazer o rapport, ou seja, construir a relação com o seu interlocutor. Isso ajuda você a estabelecer confiança e sinergia, construídos também pelo seu tom de voz, expressões, olhares, ritmo verbal, gestos e palavras. Seja sempre autêntico para a comunicação não ficar desalinhada com a sua essência e estranha para os interlocutores.

Se me permite mais um conselho, caro leitor, leia e releia com muita atenção o que escrevo aqui: não deixe escapar a chance de ser você inteiro. Senão fica a sensação de que você deixou para outras pessoas a grande oportunidade de assumir algo que era seu. Você tem energia e convicção suficientes pra isso, mesmo sabendo que nunca estaremos prontos e que é preciso estar disposto a melhorar sempre. Aproprie-se de si! Quando estamos cientes do nosso potencial e determinação, não podemos nos trair por falta de coragem. Vai por mim! ; )

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Jornalista, mineira, atua na área de gestão de marketing, comunicação e projetos há quinze anos, com experiências nas áreas pública, privada e terceiro setor. É cofundadora da Azys Inovação, que orienta empreendedores e as empresas a viverem o empreendedorismo inovador na prática. Cria e produz eventos culturais na área de música erudita, teatro e publicações por pura paixão à arte.


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