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O valor do profissional de criação

Por 22 de maio de 2018Freela e Startups
profissional de criação
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Existem muitos profissionais reclamando da falta de valorização de seus trabalhos, principalmente em tempos de crise, essa é uma questão muito falada nas rodas de botecos por aí. Mas, eu como criativa que sou, vou falar da área que estou. Melhor né? É complicado, muitas vezes, explicar o valor do profissional de criação, tem dias que sequer conseguimos. Bom, se você trabalha com a criatividade, com certeza já ouviu alguma dessas frases:

 

“Se eu soubesse, juro que faria rapidinho”
“Faz uma arte aí bem massa, confio no seu trabalho! Se gostar eu pago.”
“Você cobra isso tudo por uma coisa que faz em 10 minutinhos, assim é fácil.”
“Como assim eu tenho que pagar por alterações?”
“Mas isso tudo pra você escrever um texto sobre a minha empresa? Eu já te falei tudo dela.”
“Mas é tudo isso pra você ficar o dia todo no Facebook?”
“Ata, mas aí se eu não gostar vou ter que pagar assim mesmo? Me mostra algo antes que se eu gostar, eu pago.”
E às vezes a fatídica: “E além disso, você trabalha?”

 

Sabe, eu fiquei um bom tempo pensando ao que pode se dar esse fato de as pessoas não conseguirem compreender o valor do profissional de criação e, cheguei à conclusão que um dos motivos, é que é todo mundo um bando de São Tomé.

Só conseguem acreditar naquilo que vêem.

 

São Tome - só acredito vendo

 

Por um lado, praticando a tal empatia, eu entendo que é difícil a gente investir na criatividade. Pensa aqui comigo:

Nós escutamos com muita atenção o que o nosso cliente espera da gente, fazemos um briefing bem detalhado de tudo e prometemos que vamos chegar bem perto daquilo que ele idealizou. A gente faz as pesquisas, estuda o mercado, olha com atenção a área de atuação e a persona que vamos atingir, todo um planejamento perfeito e minucioso. Mas, acreditem, mesmo depois de tudo isso, pode acontecer sim, de não estarmos falando a mesma linguagem que o cliente, ainda.

Então eu entendo sim, que pro moço ou pra moça que vem nos procurar, pode ser custoso acreditar que você vai atingir as expectativas dele.

Mas sabe todo esse caminho que eu falei aí em cima que a gente percorre pra pelo menos tentar chegar ao objetivo deles?

Pois é, isso é o nosso trabalho!

Quando você contrata os serviços de um profissional de criação, você está pagando por algo que ainda não existe e que, só vai passar a existir depois que ele começar a pensar no seu job.

Não é como numa amostra de arte (e muito menos um leilão) que você vê um quadro, se apaixona, olha o preço e decide se quer ou não.

Por isso é tão difícil pra algumas pessoas entenderem a valoração do trabalho.

Imagine o quão absurdo parece a seguinte situação:

Mariazinha quer construir um prédio, mas não sabe se vai vender bem as unidades e sequer, se vai gostar do resultado final. Então ela propõe ao engenheiro que construa o edifício e, depois que ficar pronto e for um sucesso de vendas, ela o pagará.

É exatamente assim que soa quando o trabalho criativo é colocado em questão.

 

 

Mas bom, será que realmente só os clientes são os culpados por isso?

Desculpe, mas não!

Você também é responsável por parte dessa situação, veja bem:

Você sabe defender o seu trabalho?

Quando você escuta qualquer uma dessas frases, você defende, com delicadeza, a sua profissão?

Na hora de apresentar o seu trabalho, você deixa claro qual o caminho a percorrer e por qual razão o preço é esse?

Você monta uma defesa na hora de entregar a sua demanda?

É muito importante estarmos alinhados quanto à nossa profissão. Você não precisa ter medo de defender a sua peça ou contra-argumentar quando for necessário, afinal, se não formos nós, quem será? Bata no peito e tenha orgulho de ser o tal profissional de criação que faz de um senhor tudo pra concretizar uma demanda que só existe no lindo mundo da imaginação.

Esteja atento ao mercado e suas novidades:

Quanto mais você se atualiza e estuda sobre o seu mercado de atuação, mais argumentos você cria para valorizar a si mesmo, além de oferecer mais qualidade e inovação ao seu cliente. Seja o diferencial de mercado!

Não faça com os outros, o que não quer que façam com você:

Não seja esse tipo de pessoa. Existem muitos profissionais que inventam “rixas” uns com os outros e por isso, acabam por desvalorizar concorrentes e profissionais semelhantes. Mas quando dói no seu calo não é gostoso, certo? Então vamos nos dar as mãos e nos preocuparmos com o nosso? O mercado tem espaço pra todo mundo, como disse o Jaider em um outro post, profissionais excelentes atraem clientes excelentes, então pare de choramingar a concorrência e lute pelo seu espaço e diferencial. Isso não deveria ser tão difícil, tendo em vista que você é um profissional de criação, logo, tem muitas ideias na caixola, certo?

Não brigue com o cliente:

Você defendeu como pôde, argumentou como deu, fez o possível e o impossível para conquistar o prospect amado, mas não deu certo? Pegue as suas coisas e se retire! Não faça coisas das quais poderá se arrepender depois, um cliente que não entende o valor que você tem, talvez seja um cliente que só vai te dar dor de cabeça no futuro. Às vezes queremos tanto aquela conta que, diminuímos o preço à valores absurdos, prometemos mar e terra, pagamos um cafezinho especial e com isso, acabamos por nos desvalorizar e enaltecer o ser humaninho em questão. Eu particularmente, não acho que esse seja o melhor caminho.

Bom, isso é o que eu penso sobre tudo isso e acho que, você deve ter mais um monte de formas de provar o valor do profissional de criação. Então manda aqui nos comentários por favorzinho que eu quero saber!

Ah, se eu puder deixar uma frase pra resumir tudo o que falei, é basicamente, respeitar o trabalho do coleguinha. Não fique achando que o seu trabalho é mais importante que o do outro, isso não é nem um pouco legal e só te torna uma pessoa má e com cara de mamão (não sei se posso xingar aqui né).

 

Peixe na cara

 

Bêjo.

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Co-fundadora dessa nave, publicitária com foco em marketing digital e em querer empreender, no mercado há 7 anos, brindo a vida e os momentos sempre que dá, com uma boa IPA, um bom vinho, comida boa, muitas leituras e a vontade que nunca morre de viajar por esse mundão de meu Deus!


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